quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Expo Energia 2011 - Eficiência energética: Mais de 85% dos edifícios dos anos 70 são classe C


São já cerca de 500 mil os certificados de eficiência energética emitidos no espaço de três anos. E, depois da revisão em alta das metas de eficiência energética pelo Governo de Passos Coelho, torna-se ainda mais claro que o potencial de melhoria da eficiência energética do edificado é uma oportunidade a não desperdiçar, considerou Alexandre Fernandes, director-geral da Adene – Agência para a Energia.
Na sua apresentação no âmbito da Expo Energia 2011, que decorreu no auditório da Universidade Católica, em Lisboa, o responsável sublinhou que esta é uma boa altura para definir prioridades: «Se pensarmos em edifícios construídos na década de 70, mais de 85 por cento são classe C ou inferior. Se calhar devíamos começar por aí».

Para Alexandre Fernandes, é preciso dar prioridade às componentes térmica e de isolamentos. «É chegado o enfoque nos prédios: solar térmico nas coberturas, incorporação de outras renováveis e redução da factura energética em águas quentes sanitárias», defendeu.

O objectivo é que no final da década 20 por cento das habitações sejam «verdes», ou seja, com classificação energética A ou A+.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Alteração Aula


Caros alunos,

Por motivos alheios à minha vontade, amanhã não vai ocorrer a aula teórica e Teórico-prática de Eficiência Energética. Estas serão repostas oportunamente.

Peço que avisem os vossos colegas.

Cumps.,

Dulce Boavida

sábado, 15 de outubro de 2011

Portugal - Metas ultrapassadas na Eficiência Energética


29.04.2011
Portugal regista uma economia anual de 350 milhões de euros em importações energéticas.

Portugal ultrapassou os objectivos definidos em eficiência energética para 2010, cumprindo ainda 37% das metas estabelecidas para 2015 no Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE), revela um balanço da Agência para a Energia (ADENE).

O valor da eficiência energética alcançado foi de 657 mil toneladas equivalentes de petróleo (tep), uma economia de dimensão sensivelmente idêntica ao consumo estimado de combustíveis na auto-estrada entre Lisboa e o Porto, durante dois anos.

Numa óptica financeira, conclui-se que a eficiência energética alcançada equivale a uma redução de 4,9 milhões de barris de petróleo, o que, a preços correntes, significa uma economia anual superior a 350 milhões de euros na factura energética com o exterior.

Os resultados demonstram que os portugueses estão mais sensíveis para as questões da eficiência energética nos seus edifícios de residência e trabalho, utilizam mais e melhor os transportes públicos e que, na indústria energeticamente mais intensiva, se começam a registar bons resultados decorrentes das medidas de eficiência implementadas.

Na análise aos 12 programas definidos no Plano, as melhores taxas de execução estão concentradas na área Residencial e Serviços, que apresenta uma excelente performance nos programas de renovação de iluminação e equipamentos, energia solar e certificação energética de edifícios.

Segue-se a área de Transportes, nomeadamente o programa relacionado com a utilização de transportes públicos e, na Indústria, salienta-se a forte dinâmica na aplicação de medidas de eficiência nas empresas de consumo intensivo de energia.

Na área de Transportes, com 226 mil tep alcançados, o destaque cabe ao Programa Mobilidade Urbana, onde se assiste a um incremento nos índices de utilização de transportes públicos nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

Para este resultado contribui o desenvolvimento das redes de metro ocorrida na última década, que potencia agora a sua utilização. No campo do transporte de passageiros salienta-se o programa Mobi.E, com o qual Portugal se posiciona como pioneiro, ao ter uma rede, à escala nacional, de pontos de carregamento deste inovador meio de transporte.

Na área Residencial e Serviços, os 156 milhares de tep alcançados devem-se fundamentalmente à execução obtida no programa Renove Casa e Escritório, onde Portugal é um dos países com maiores quotas de iluminação eficiente.

É ainda de salientar que os equipamentos de linha branca adquiridos pelos consumidores são hoje maioritariamente de alta eficiência energética.

Os resultados da avaliação feita pela ADENE demonstram também a adesão aos Programas de Microprodução (térmicos e eléctricos), havendo hoje mais de 150 mil microprodutores térmicos, metade dos quais registados nos últimos dois anos. A microprodução eléctrica entra num novo ciclo, que mobilizará 70 mil novos microprodutores até 2020.

Nos edifícios, os mais de 400 mil certificados energéticos emitidos são bem demonstrativos do potencial dos resultados que se perspectivam na área da reabilitação urbana na vertente da eficiência energética.

Na área da Indústria, os 178 mil tep contabilizados em eficiência energética resultam da execução das medidas implementadas pelas indústrias consumidoras intensivas de energia, com ênfase nos sectores alimentares, cerâmica, vidro e têxtil. O regime de Miniprodução, aprovado recentemente, vai dar um contributo acrescido à eficiência energética nesta área.

A avaliação da ADENE revela ainda que a área do Estado é aquela que necessita de uma dinâmica mais forte e efectiva, registando pouco mais de 10 mil tep contabilizados. Também a área de Comportamentos Sociais, com 28 mil tep, apresenta um nível de execução abaixo dos objectivos definidos.

Para melhorar estes valores e promover a eficiência energética no Estado, está em execução o programa Eco.ap, que visa aumentar em 20% a eficiência energética na Administração Pública, esperando-se igualmente um contributo significativo por parte do programa de incentivos na área da iluminação pública eficiente, recentemente lançado e apoiado pelo QREN.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Sessão de formação PORDATA


Sessão de formação PORDATA
26 Outubro 2011 - 14h30 - Anfiteatro 6.2.56
A entrada é livre, mediante pré-inscrição por e-mail (divulgacao@fc.ul.pt) até ao dia 21 de Outubro.
Os interessados deverão indicar o nome e o departamento/serviço a que pertencem.

sábado, 8 de outubro de 2011

A arma secreta da eficiência energética


O cientista americano David LePoire, do Argonne National Laboratory, explicou ao Expresso como a eficiência energética salvou o mundo do apocalipse geoeconómico permitindo a redução do crescimento do consumo do ouro negro nos últimos trinta anos.
Se o ritmo de crescimento do consumo de petróleo ocorrido na primeira década do pós-Guerra Mundial (1950-1960) se tivesse mantido, o que hoje usamos em 22 dias seria devorado num só dia! Um verdadeiro apocalipse geoeconómico: as reservas provadas do Golfo Pérsico seriam engolidas em menos de um ano! A guerra pela captação deste tipo de recursos seria desvastadora com uma tal intensidade do aumento da procura mundial.
O 'milagre' de isto não ter acontecido, diz o cientista americano David LePoire, da Divisão de Avaliação Ambiental do Laboratório Nacional de Argonne (Argonne National Laboratory), deveu-se à eficiência energética, a verdadeira arma secreta que a economia mundial usou para amaciar o vício pelo crude.
O ritmo do crescimento do consumo de barris diários de petróleo diminui de 150% entre 1950 e 1960 para 50% entre 1971 e 2000. Entre 2000 e 2008 o crescimento foi, apenas, de 16%.
Segundo os cenários recentes do 'International Energy Outlook' da agência americana de Informação sobre Energia (EIA), o aumento dos combustíveis líquidos situar-se-á nos 15% entre 2005 e 2015 e nos 9% entre 2015 e 2030. A excepção nesta desaceleração são os transportes que a agência americana prevê que aumentem o seu consumo de combustíveis líquidos em 50% entre 2005 e 2030.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Cavaco Silva quer consumo racional e eficiente de energia no Palácio de Belém


29.01.2008
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, preside amanhã à apresentação da auditoria energética que mandou promover ao Palácio de Belém, para conseguir uma maior racionalização e optimização da energia nos edifícios do complexo presidencial.
A auditoria surgiu por ocasião das II Jornadas do Roteiro para a Ciência, em Março, altura em que o Chefe de Estado visitou alguns “bons exemplos” na área das energias limpas e renováveis.

O INETI, a EDP e a Galp aceitaram o desafio de Cavaco Silva para fazerem o diagnóstico e apresentarem medidas para melhorar o desempenho energético do Palácio de Belém.

A auditoria energética foi efectuada nos 18 mil metros quadrados de superfície do Palácio de Belém nos últimos cinco meses.

"O objectivo do Presidente da República foi de dar o exemplo e conseguir ao mesmo tempo obter uma redução efectiva e significativa da factura energética e das emissões de CO2", afirmou.

Entre as medidas a adoptar no Palácio de Belém destacam-se alterações de funcionamento e de comportamento, racionalidade e optimização de consumo e novos equipamentos.

domingo, 7 de novembro de 2010

Administração pública reduzirá 20% do consumo de energia



3/11/2011
O programa de eficiência energética que vai ser implementado na administração pública, mais propriamente nos edifícios públicos, permitirá reduzir em 20% a factura da energia, o que corresponde a uma poupança de 400 milhões de euros em dez anos, revelou hoje o secretário de Estado da Energia e Inovação, Carlos Zorrinho.
Na sessão de abertura da ESCO Europe 2010, conferência anual do sector de Empresas de Serviços Energéticos, Carlos Zorrinho adiantou que o Governo está a terminar uma nova legislação neste sector, abrindo caminho ao mercado das ESCO, que contribuirão para alcançar os objectivos de eficiência energética, sem aumento da despesa pública.

As Empresas de Serviços Energéticos, conhecidas normalmente pela designação inglesa ESCO (Energy Service Companies) são entidades que investem, desenvolvem e gerem projectos de eficiência energética, em contratos de performance com os seus clientes, envolvendo a racionalização, poupança ou produção descentralizada de energia, permitindo às organizações e instituições, economias energéticas e consequente optimização de investimentos e factura de energia.

O modelo ESCO está a ser encarado como um grande dinamizador do sector energético, especialmente importante em momentos como o actual, em que a economia exige uma forte especialização e concentração de recursos financeiros, podendo estar na linha da frente da evolução do negócio, aumento da eficiência energética, reforço da produção descentralizada e apoio ao investimento nos sectores privado e público.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Carros eléctricos podem aumentar emissões de CO2 se dispensarem energia "verde"


08.02.2010
Lusa

A circulação de carros eléctricos pode provocar um aumento das emissões de dióxido de carbono (CO2), a menos que estes veículos sejam abastecidos com energia “verde”, refere um relatório hoje divulgado pela Quercus.

As conclusões do estudo, apresentadas em Bruxelas, levaram as organizações ambientalistas que o divulgaram a “apelar ao estabelecimento de metas de energias renováveis na produção de electricidade que assegurem que os veículos eléctricos terão mesmo emissões zero”.

O relatório, da autoria da consultora holandesa CE Delft, é publicado na véspera da reunião informal dos ministros da Indústria da União Europeia que se preparam para anunciar um Plano de Acção Europeu para os Veículos Eléctricos.

O estudo indica que a legislação europeia que regula as emissões dos carros apresenta “graves lacunas”, ao autorizar os construtores automóveis a “compensar” a venda de veículos eléctricos com a venda de veículos mais poluentes, que escapam aos limites de emissão definidos na legislação.

O vice-presidente da Quercus, Francisco Ferreira, salienta que “Portugal tem feito um esforço significativo na produção de electricidade de origem renovável, mas não tem sido transparente na comunicação pública do seu peso relativo, exagerando nas contas”.

“Cerca de 36,5 milhões de euros de apoio previsto no Orçamento do Estado a cinco mil veículos eléctricos, a que se deve acrescentar a receita perdida em Imposto sobre Veículos e Imposto Único de Circulação, parece-nos demasiado”, defende Francisco Ferreira, especificando que “são 5000 euros de incentivo, mais 1500 euros se for entregue um veículo para abate e ainda 803 euros” referentes à aquisição de equipamentos de energias renováveis.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Portugal à procura da eficiência energética

O consumo de energia primária em Portugal tem vindo a crescer consideravelmente nos últimos 20 anos. Segundo os números da Direcção Geral da Energia e Geologia, de 1990 até 2007, o aumento foi de quase 50 por cento, tendo o consumo de carvão, petróleo, electricidade e gás natural saltado de 17 625 kilotep (Toneladas Equivalentes em Petróleo) para 25 375 kilotep. É mediante este cenário que o actual Governo pretende, com a Estratégia Nacional para a Energia (ENE), diminuir o consumo de energia com base nos combustíveis fósseis e promover a eficiência energética, apostando mais nas renováveis.

Entre 1990 e 2007, Portugal registou um considerável aumento (cerca de nove kilotep) no consumo de energia primária. Entre as principais fontes de energia, destaca-se em larga escala o consumo de petróleo (cerca de 60 por cento da energia primária), o que muito contribui para uma elevada percentagem de recurso aos combustíveis fósseis (também cerca de 60 por cento da electricidade é produzida com recurso a fontes de origem fóssil).

Por outro lado, a forte dependência do petróleo que se verifica em Portugal também significa dependência energética face ao exterior, na medida em que cerca de 85 por cento da energia consumida em território nacional é importada.

Foi com estes números em cima da mesa que o primeiro-ministro, José Sócrates, no passado dia 16 de Março, em Lisboa, apresentou a Estratégia Nacional para a Energia, e defendeu os seus principais eixos e metas a atingir. Segundo Sócrates, um dos grandes objectivos da ENE passa precisamente pela redução em 25 por cento do saldo importador e pela promoção do desenvolvimento sustentável, de forma a cumprir as metas de redução de emissões assumidas por Portugal no quadro europeu.

Nesse sentido, a nova estratégia prevê a execução da rede de automóveis eléctricos, a redução do consumo dos combustíveis fósseis em dez por cento e a cobertura de 50 por cento das habitações por redes inteligentes até 2020. A par disto, pretende-se ainda o aumento da potência da energia eólica em 400 megawatts, num investimento de cerca de 400 milhões de euros. “É uma aposta nas energias renováveis. Sabemos exactamente o que há para fazer nas energias eólica, hídrica e solar”, defendeu José Sócrates.

Também no contexto das políticas europeias de combate às alterações climáticas, o Governo ambiciona que, em 2020, cerca de 60 por cento da electricidade produzida tenha origem em fontes renováveis.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Famílias produtoras de electricidade vão poupar até 3.000 euros por ano



Quarta-feira, Junho 18, 2008, Portal da Energia
Investimentos em micro-renováveis são recuperáveis num período de cinco anos. Os consumidores domésticos que resolverem transformar-se também em produtores de electricidade vão conseguir uma poupança anual de até 3.000 euros na factura da luz. A partir de 2008, e por um período de cinco anos, os investidores em microgeração, com unidades de produção renovável com potência até 5,75 kW (kilovolt) têm assegurada uma tarifa de 650 euros por megawatt por hora (MWh).

Tudo isto porque o Governo aprovou ontem, em Conselho de Ministros, o decreto-lei que estabelece o regime jurídico aplicável à produção eléctrica por intermédio de unidades de micro-produção, tal como o Jornal de Negócios tinha avançado, há um mês, que iria agora acontecer. Para promover a adesão dos portugueses à nova figura de produtor/consumidor, o Executivo de José Sócrates criou ainda o programa “renováveis na hora”, que visa simplificar o processo de licenciamento.

O diploma prevê que a electricidade produzida seja destinada, sobretudo, a consumo próprio. O excedentário pode ser entregue a terceiros ou à rede pública, com o limite de 150 kW de potência no caso da venda à rede pública. Os consumidores, em vez de serem apenas receptores de energia produzida por grandes centrais convencionais – que lhes chega por um fluxo unidireccional através das redes de transporte e distribuição – , passam a poder injectar electricidade nas redes de distribuição, para ser comprada por outros consumidores.

domingo, 26 de setembro de 2010

Eficiência Energética 2010/2011


Mais um ano a começar! Vamos ter várias notícias sobre EE para comentar.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Potencial da cogeração pode duplicar até 2015


O potencial técnico da cogeração pode duplicar até 2015», revelou ao AmbienteOnline o presidente da comissão executiva da Cogen Portugal - Associação Portuguesa para a Eficiência Energética e Promoção da Cogeração. Freitas Oliveira adiantou que a avaliação do potencial da cogeração em Portugal, uma obrigação que decorre da directiva comunitária, está quase concluída.

Falta agora enquadrar este potencial no decreto-lei e na portaria associados à transposição da directiva europeia, a qual já deveria ter sido transposta para o direito nacional até Fevereiro de 2006. Ambos os documentos regulamentares estão em «fase final de aprovação», adianta o responsável, que espera que tal possa acontecer ainda durante esta semana.

Apesar dos atrasos na transposição da directiva comunitária, Freitas Oliveira vê «com optimismo» o futuro da cogeração em Portugal, já que o diploma vai manter a tarifa de remuneração indexada ao preço do petróleo, ou seja, as centrais vão continuar a poder vender a totalidade da produção líquida à rede. Esta situação tinha sido posta em causa no âmbito da revisão do diploma, que previa apenas a venda do excedente depois de deduzido o seu próprio consumo. O sistema remuneratório segue a tendência da vizinha Espanha, sendo o preço por megawatt «ligeiramente inferior», completa.

Em Portugal, 12 por cento da electricidade consumida é já produzida através da cogeração e a sua potência instalada é de 1250 MW. Para debater a importância desta fonte de energia, a Cogen avançou hoje com a realização do evento “Cogeneration Day”, no Porto. Depois da associação ter acumulado também a função de promover a eficiência energética, «sentiu-se a necessidade de realizar um evento, para além das nossas conferências anuais, que se centrasse apenas na cogeração e na sua máxima eficiência para a produção de energia útil», explica Freitas de Oliveira. O evento contou, por exemplo, com as intervenções de Thomas Bouquet, director de projecto da Cogen Europe, e de Jens Norrgard, director de produto de conversões a gás da Wartsila Finland Oy.
http://www.ambienteonline.pt/

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Quer uma casa com energia mais eficiente? Saiba quanto custa


por Lusa, Publicado em 18 de Novembro de 2009
Melhorar a eficência energética de uma habitação pode custar 3800 euros, mas permite poupar 40 euros por mês e o investimento pode ser recuperado em oito anos, revela um estudo sobre custos e benefícios da optimização energética.

O estudo "CasA+ Building Codes" é apresentado hoje na Expo Energia 09, que decorre no Tagus Park, em Oeiras, e foi elaborado por académicos da Manchester Business School, com base nos mais de 100 mil certificados energéticos já emitidos pela Agência para a Energia (ADENE).

Os certificados classificam o desempenho energético dos edifícios com etiquetas semelhantes às dos electrodomésticos (de A+, o melhor, a G, o pior) e são obrigatórios para qualquer transacção de imóveis desde Janeiro de 2009.

Os dados recolhidos pelos investigadores indicam que a casa certificada típica é um apartamento de tipologia T3, 110 metros quadrados, à qual foi atribuída a classificação energética C (33,2 por cento).

Segundo o coordenador do estudo, Rui Vinhas da Silva, seria necessário investir 3800 euros para que esta "casa média" se tornasse mais eficiente, mas a poupança gerada na factura energética atingiria 40 euros por mês.

"Ao fim de oito anos, o investimento está pago", salientou o especialista da Manchester Business School, acrescentando que "é preciso demonstrar ao consumidor que estes gastos se traduzem em poupança".

Um dos objectivos desta análise, realizada entre Maio e Setembro, era identificar também as principais medidas de eficiência energética que poderiam ser adoptadas.

Entre estas, destacaram-se tecnologias como a energia solar térmica para águas quentes sanitárias e aquecimento central (Portugal tem uma incidência solar de 3000 horas por ano) e os sistemas de isolamento.

"Se as medidas recomendadas fossem adoptadas em 80% dos casos estudados, seria possível gerar uma poupança de 65 milhões de euros. Se fossem aplicadas em apenas metade dos casos, conseguia-se mesmo assim poupar 32 milhões de euros", frisou Rui Vinhas da Silva.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Energia: Quercus critica Plano de Acção do Governo




A associação ambientalista Quercus defende que o Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE)apresenta «deficiências graves», nomeadamente por conter medidas pouco claras e estruturadas.

De acordo com a Lusa, a associação ressalva que o PNAEE integra um «conjunto de ideias relevantes» e é «fundamental» para uma política energética mais sustentável, mas afirma que o documento é «demasiado sintético», «não se percebendo algumas das medidas apresentadas», nem quais as que já estão em vigor ou que são novidade.

A Quercus considera ainda que as verbas afectas pelo Governo a este Plano de Acção ficam «muito aquém» do que seria possível, defendendo que o diploma poderia ser «mais ambicioso».

Apresentado pelo ministro da Economia no final de Fevereiro de 2008, o PNAEE prevê uma redução do consumo de energia em 10 por cento até 2015, o que permitirá baixar em cerca de 1 por cento o crescimento esperado da factura energética.

Para alcançar essa meta, o Governo criou um conjunto de 12 programas abrangentes a vários sectores, transportes, indústria, residencial, serviços e Estado, para os quais prevê um investimento anual de 30 milhões de euros.

No âmbito deste Plano, serão atribuídos incentivos financeiros às famílias que gastarem menos energia, nomeadamente uma redução em 2,5 por cento da tarifa de electricidade para os clientes que consumirem menos do que dois megawatts por ano.

Considerando que «a componente de apoio financeiro tem um peso excessivo», a Quercus defende que os incentivos deveriam ser atribuídos em função do rendimento das famílias para promover a equidade social.

A associação refere, por outro lado, que o documento não esclarece a forma como os agregados familiares vão comprovar que a redução do consumo de electricidade ficou a dever-se a um aumento da eficiência energética e não a outras circunstâncias.

Quercus critica distribuição de cheques de desconto

Outra das medidas questionadas pelos ambientalistas é a distribuição de cheques de desconto na aquisição de frigoríficos de classe de eficiência energética A+ ou A++, uma vez que, sustenta, a aquisição desses electrodomésticos já é «custo-eficiente» para os consumidores.

«Antes de se propor esta medida deveria perceber-se quais as razões para os electrodomésticos mais eficientes representarem ainda uma percentagem pequena de vendas no mercado português. Um eventual estudo poderia chegar inclusive à conclusão de que não será necessário um apoio financeiro, mas apenas mais informação ao consumidor», adianta a Quercus.

No parecer relativo ao PNAEE, a associação propõe a antecipação do fim da venda de lâmpadas incandescentes de 2015 para 2011, assim como a proibição de comercialização de todos os electrodomésticos a partir da classe C e inferiores.

«A Quercus espera que o Governo, com base nos contributos recebidos, faça os ajustamentos necessários para tornar melhor o PNAEE», conclui.

Diário IOL

domingo, 1 de novembro de 2009

Alteração de aula


A aula de segunda-feira vai ser teórico-prática. Relembro que é necesário que me indiquem os grupos e se não podem apresentar o trabalho nas datas indicadas.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Produtividade energética


Jornal i
09 de Junho de 2009

Todos os economistas concordam que a receita para um crescimento económico sustentável é a produtividade. Sem aumento de produtividade, o crescimento económico resulta sempre num aumento da inflação. Quando se diz produtividade, pensa-se em sobretudo em produtividade do factor trabalho. Pois bem, existe outra produtividade que tem cada vez mais um papel central: a produtividade energética.
É fundamental, para um país como Portugal, melhorar a produtividade energética. Por um lado, as importações de produtos energéticos representam cerca de 50% do deficit dab balança comercial, por outro lado, os custos da energia vão continuar a sua trajectória ascendente nos próximos anos. No entanto, a intensidade energética (consumo de energia primária por um milhão de euros de PIB), em Portugal, tem continuado a divergir da média europeia. A produtividade energética deveria presidir a todas as decisões de política energética, o que não acontece hoje. Um exemplo: a electricidade em Portugal continua a ser subsidiada, sendo os preços do kWh eléctrico mantidos artificialmente baixos pelo Estado, através do deficit tarifário. Ou seja, o incentivo é perverso: quanto mais energia eu gastar, maior é o valor total que o Estado gasta em subsídio à minha energia. Os custos de ser ineficiente são mais baixos e os investimentos em eficiência energética menos atractivos. Como podemos esperar mais produtividade energética dos agentes económicos quando incentivamos o seu contrário?

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Alteração da aula


Aviso: Na segunda-feira, dia 19 de Outubro, entre as 11 e as 13 horas vai decorrer a aula teórico-prática. Na terça-feira, dia 21 de Outubro, entre 10:30 e as 12:30, vai decorrer a aula teórica.

Consumo de petróleo com maior queda dos últimos 27 anos


TVI 11-06-2009

O consumo mundial de petróleo caiu 420 mil barris por dia (bpd) em 2008, a maior queda anual desde 1982, revelou quarta-feira a petrolífera BP no seu relatório anual sobre energia mundial.
A queda ficou a dever-se sobretudo aos países desenvolvidos, cuja diminuição na procura mais que compensou o crescimento registado nas economias emergentes, particularmente a China, que consumiu mais 260 mil bpd.
No conjunto dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o consumo caiu um milhão e meio de barris diários, sendo que só os EUA foram responsáveis por uma descida de 1,3 milhões de barris. Os Estados Unidos são o maior consumidor mundial de crude.
A queda da procura nos países desenvolvidos coincidiu com o pico dos preços, que atingiram um recorde perto dos 150 dólares em Julho do ano passado, antes de voltarem a cair para cerca de 30 dólares no final do ano, devido à crise financeira e à queda da procura.
Reservas existentes chegam para cobrir procura nas próximas décadas
«Em 2008, o mundo já não enfrentava uma insuficiência de abastecimento porque o crescimento da produção superava o do consumo para todos os combustíveis fósseis», afirmou o presidente executivo da petrolífera britânica, Tony Hayward, numa nota introdutória. De resto, os dados da BP mostram que a produção aumentou 380 mil bpd em 2008 para um total de 81,8 milhões de barris diários.

«Os nossos dados confirmam que o mundo tem reservas provadas de petróleo, gás natural e carvão suficientes para satisfazer as necessidades mundiais durante décadas. Os desafios que o mundo enfrenta no que respeita ao aumento da produção para fazer face à futura procura não estão debaixo da terra, estão à superfície», acrescentou o líder da BP.
As reservas mundiais provadas de petróleo recuaram três milhões de barris para 1.258 mil milhões no final de 2008.
Produção da OPEP subiu 990 mil barris por dia

Apesar de a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter cortado a produção no final do ano passado, ela registava ainda um aumento de 990 mil bpd.
A Arábia Saudita, o maior membro da OPEP, extraiu 400 mil bpd a mais e a Rússia, que não pertence ao cartel, produziu menos 90 mil barris, naquela que foi a primeira queda desde 1998.

O México foi quem registou a maior queda de produção de petróleo: 310 mil bpd.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O que é Eficiência Energética?


Eficiência energética pode ser definida como a optimização que podemos fazer no consumo de energia.

Antes de se transformar em calor, frio, movimento ou luz, a energia sofre um percurso mais ou menos longo de transformação, durante o qual uma parte é desperdiçada e a outra, que chega ao consumidor, nem sempre é devidamente aproveitada. A eficiência energética pressupõe a implementação de estratégias e medidas para combater o desperdício de energia ao longo do processo de transformação: desde que a energia é transformada e, mais tarde, quando é utilizada.

A eficiência energética acompanha todo o processo de produção, distribuição e utilização da energia, que pode ser dividido em duas grandes fases:

Na transformação
A energia existe na Natureza em diferentes formas e, para ser utilizada, necessita de ser transformada. Durante essa transformação, parte da energia perde-se, gerando desperdícios prejudiciais para o ambiente. Parte destas perdas é inevitável e deve-se a questões físicas, mas outra parte é perdida por mau aproveitamento e falta de optimização dos sistemas.

Esse desperdício tem vindo a merecer a crescente atenção das empresas que processam e vendem energia. Por outro lado, sendo a energia um bem vital às economias, este tema faz parte da agenda política de vários países e tem vindo a suscitar uma crescente inquietação da comunidade internacional.

Neste contexto, têm-se multiplicado as iniciativas para a promoção da eficiência energética. Empresas, governos e ONG por todo o mundo têm investido fortemente na melhoria dos processos e na pesquisa de novas tecnologias energéticas, mais eficientes e amigas do ambiente, bem como no aproveitamento das energias renováveis.

Na utilização
O desperdício de energia não se esgota na fase de transformação ou conversão, ocorrendo também durante o consumo.

Nesta fase, a eficiência energética é frequentemente associada ao termo "Utilização Racional da Energia" (URE), que pressupõe a adopção de medidas que permitem uma melhor utilização da energia, tanto no sector doméstico, como no sector de serviços e industrial.

Por meio da escolha, aquisição e utilização adequada dos equipamentos, é possível alcançar significativas poupanças de energia, manter o conforto e aumentar a produtividade das actividades dependentes de energia, com vantagens do ponto de vista económico e ambiental.

Enquanto a eficiência energética durante a transformação da energia depende apenas de um número restrito de actores, nesta fase, depende de todos nós.

EDP

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Eficiência Energética 2009-2010


Caros Alunos,
Este é um espaço de discussão sobre Eficiência Energética. Todas as semanas vamos encontrar aqui uma notícia relativa à matéria dada. Espero os vossos cometários.
Bom trabalho!