sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Potencial da cogeração pode duplicar até 2015


O potencial técnico da cogeração pode duplicar até 2015», revelou ao AmbienteOnline o presidente da comissão executiva da Cogen Portugal - Associação Portuguesa para a Eficiência Energética e Promoção da Cogeração. Freitas Oliveira adiantou que a avaliação do potencial da cogeração em Portugal, uma obrigação que decorre da directiva comunitária, está quase concluída.

Falta agora enquadrar este potencial no decreto-lei e na portaria associados à transposição da directiva europeia, a qual já deveria ter sido transposta para o direito nacional até Fevereiro de 2006. Ambos os documentos regulamentares estão em «fase final de aprovação», adianta o responsável, que espera que tal possa acontecer ainda durante esta semana.

Apesar dos atrasos na transposição da directiva comunitária, Freitas Oliveira vê «com optimismo» o futuro da cogeração em Portugal, já que o diploma vai manter a tarifa de remuneração indexada ao preço do petróleo, ou seja, as centrais vão continuar a poder vender a totalidade da produção líquida à rede. Esta situação tinha sido posta em causa no âmbito da revisão do diploma, que previa apenas a venda do excedente depois de deduzido o seu próprio consumo. O sistema remuneratório segue a tendência da vizinha Espanha, sendo o preço por megawatt «ligeiramente inferior», completa.

Em Portugal, 12 por cento da electricidade consumida é já produzida através da cogeração e a sua potência instalada é de 1250 MW. Para debater a importância desta fonte de energia, a Cogen avançou hoje com a realização do evento “Cogeneration Day”, no Porto. Depois da associação ter acumulado também a função de promover a eficiência energética, «sentiu-se a necessidade de realizar um evento, para além das nossas conferências anuais, que se centrasse apenas na cogeração e na sua máxima eficiência para a produção de energia útil», explica Freitas de Oliveira. O evento contou, por exemplo, com as intervenções de Thomas Bouquet, director de projecto da Cogen Europe, e de Jens Norrgard, director de produto de conversões a gás da Wartsila Finland Oy.
http://www.ambienteonline.pt/

25 comentários:

Ana Bastos disse...

Atravessamos um período transitório entre paradigmas energéticos. No entanto, não é expectável que a curto prazo deixemos de consumir totalmente combustíveis fósseis. Sendo assim, a aposta na cogeração e na trigeração são fundamentais, já que permitem, pelo menos, reduzir os desperdícios na produção de energia.

Penso no entanto, que além da produção de electricidade se devia pensar em utilizar o calor para aquecimento/arrefecimento generalizados. O uso de sistemas de aquecimento/arrefecimento que consomem electricidade produzida através de calor é um grande desperdício. Em cada passo do ciclo calor->electricidade->calor somam-se as perdas. Assim, à semelhança de países do Norte da Europa e da Europa de Leste, deviamos apostar em redes de distribuição do calor, sendo que no nosso caso seria necessário equipar os edifícios com chillers para que no Verão se convertesse o calor da rede, em frio.

Penso ainda que é paradigmático o facto de ainda não ter sido transposta para a lei portuguesa a directiva europeia. É uma medida que não dá para certas acções de propaganda como as que dizem respeito aos edifícios e à microgeração. Mas são estas medidas menos visíveis que muitas vezes fazem a diferença...

Anônimo disse...

In my opinion, this technique should be the minimum standard for new fossile energy plants. Nevertheless, even an effectiveness of 60% is still a waste of 40% of energy. Although it might be less reasonable to deliver the excess heat to buildings in a southern european country like Portugal, there are certainly places where this could work. At least a warm water supply is needed during the entire year, but also heating during the winter or cooling during the summer.
Although the electrical degree of effectiveness might descend, the total effectiveness can rise to 85-90%.
A good point is also that the technology doesn't depend on fossile energy. For example, it can be replaced by biomass. But in this case it is better if there is not a big central power plant supplying the entire region, but several smaller plants right where the consumers are. This decentralized concept saves many kilometres of pipes and makes the power grid less vulnerable if it is reorganized together with decentral wind parks and solar panels etc.
An example for the decentralized combined generation of electricity and heat by using biomass is the "bioenergy village Jühnde" in Germany (www.bioenergiedorf.de - unfortunately, only the German version of the website is useful).

Jan L.

Anônimo disse...

A co-geração aumenta a eficiência energética das unidades produtoras de energia eléctrica, e uma vez ainda se pode duplicar o potencial de co-geração existente em Portugal, a sua implementação deverá ser incentivada.
Toda a energia produzida através do recurso à cogeração representa uma poupança em energia fóssil não consumida.
É de lamentar que haja atraso na transposição da legislação Comunitária para a Portuguesa, o que mais uma vai atrasar a tomada de medidas efectivas, que podem significar a grandes poupanças País.
Portugal tem o “problema” de só necessitar de calor para aquecimento poucos meses por ano, pelo que o investimento em redes de distribuição deverá ser devidamente avaliado. O recurso à trigeração talvez seja uma opção mais interessante, uma vez que se produz calor no inverno e frio no verão, no final será sempre a componente financeira a decidir sobre qual decisão optar.
A opção de unidades de menores dimensões dispersas por zonas estratégicas pode ser uma melhor opção que unidades de grandes dimensões, que depois terão problemas de escoamento.

Carlos Carolino

Anônimo disse...

Acho muito bem que o potencial da cogeração possa aumentar para o dobro até 2015. Na minha opinião acho que é uma fonte de energia, muito importante com várias vantagens:

- Em portugal existem instaladas centrais de cogeração com potências desde alguns kW até vários MW pelo que qualquer consumidor de energia eléctrica e térmica poderá instalar este tipo de sistema, desde pequenos edifícios habitacionais a indústrias de grande dimensão;
- A implementação de centrais de cogeração permite aumentar a capacidade instalada de produção de energia eléctrica, eliminando a necessidade de se construírem novas instalações electroprodutoras;
- Tem impactos no ambiente muito menores dado ter uma eficiência energética de cerca de 80% e sendo o gas natural o combustivel mais utilizado

Mas lamento o atraso relativamente à transposição da directiva europeia para a lei portuguesa ...

Ana Rita Caeiro
nº 33642

José Mário Pó disse...

É animador saber que a cogeração em Portugal tem o potencial para duplicar até 2015. O aproveitamento do calor residual originado na geração de energia eléctrica é, sem dúvida, um contributo para a promoção da eficiência energética, bem como para a poupança da energia primária e, a trigeração em conjunto com a aplicação de renováveis, poderá ser uma solução que nos permitirá evitar o nuclear em Portugal.
Embora 12 % da electricidade consumida em Portugal seja produzida através da cogeração, na Holanda e Finlândia, já representa mais de 40% da potência instalada, por isso é deveras desanimador saber que a transposição da directiva já deveria ter ocorrido em 2006.
Penso também que deve haver a promoção de eventos como o que foi realizado, para que o assunto da cogeração seja mais falado pois, na minha opinião, é um tópico pouco divulgado.

Anônimo disse...

Segundo a Directiva 2004/8/CE do Parlamento e do Conselho Europeu de 11 de Fevereiro de 2004, relativa à promoção da cogeração com base na procura de calor útil no mercado interno da energia, que altera a Directiva 92/42/CEE, o potencial da cogeração como medida de poupança de energia encontra-se sub-utilizado na Comunidade. As vantagens económicas e ambientais deste processo de produção simultânea de energia térmica e de energia eléctrica e ou mecânica são muitas. Entre outras, a cogeração, permite uma diminuição dos consumos de energia primária, a diminuição de perdas na rede eléctrica, a redução de emissões de gases com efeito de estufa e a diminuição da dependência da importação energética. O potencial da cogeração é há muito reconhecido. A importância deste processo foi realçado nas resoluções do Conselho de 18 de Dezembro de1997 e do Parlamento Europeu de 15 de Maio de 1998 a respeito de uma estratégia comunitária para promover a produção combinada de calor e electricidade. Foi igualmente reconhecido o potencial da cogeração na resolução de 25 de Setembro de 2002 relativa à aplicação da primeira fase do programa europeu para as alterações climáticas. É de primordial importância a tomada das medidas necessárias que efectivem quanto antes a plena execução e cumprimento da lei comunitária sobre cogeração em Portugal, para que aproveitemos em crescendo as potencialidades deste processo de produção de energia!

Rita Machado

Lúcia disse...

No dia 20 de Novembro foi publicado o seguinte "A Comissão Europeia ameaçou hoje apresentar queixa contra Portugal perante o Tribunal de Justiça europeu se, no prazo de dois meses, as autoridades portuguesas não tomarem as medidas necessárias para o pleno cumprimento da lei comunitária sobre cogeração.(...)A directiva proporciona um enquadramento para a promoção desta tecnologia de modo a ultrapassar as barreiras ainda existentes, fazer avançar a sua penetração nos mercados liberalizados da energia e ajudar a tirar partido do seu potencial ainda inexplorado, aponta a Comissão, para sublinhar a importância do respeito da lei." pela Agência Lusa. Como vemos parece que Portugal precisa de ser forçado a avançar. Tendo em conta que a UE se comprometeu a reduzir as suas emissões de gases com efeito de estufa em 20% em relação aos níveis de 1999 e com a eficiência energética reduzir em 20% o consumo comunitário de energia melhorando a eficiência energética, Portugal está um passo atrás. Como a Ana Bastos disse a Cogeração assim como a Trigeração são um meio bastante óbvio para a eficiência energética.

Hugo disse...

Estamos seguramente no caminho certo, a cogeração é uma excelente aposta na produção de energia.

O tempo que está a demorar para sair em despacho, espero que seja para adequar este ao nosso país, e e espero que possa permitir o acesso á cogeração.

Na minha opinião a cogeração deveria ser aplicada não só na industria mas também no grandes edificios publicos/ serviços, e escritorios.

O futuro passa pela eficiência energética, não só nas grandes industrias mas também no pequeno consumidor, porque muitos consumidores pequenos representam um grande consumidor.

A cogeração é certamente uma mais valia para Portugal.

Anônimo disse...

Concordo com o comentário da Ana Rita Caeiro, é uma pena que esta medida surja um pouco tarde no entanto não deixa de ser vista com bons olhos. Aproveitar as centrais de queima e outras instalações de menor dimensão permite um período de transição até a uma maior capacidade de instalação de centrais eléctricas de energias renováveis com menor variabilidade do recurso.

Seria de grande interesse uma aposta por parte de empresas/governo facilitar o acesso a estudantes universitários do meio da energia/produção a novas tecnologias da cogeração. Tendo em conta que muita inovação pode surgir no âmbito da cogeração a aposta na investigação é vital.

Ricardo E. Santo

Clarisse disse...

A cogeração traduz um benefício que resulta da poupança global de energia primária induzida pela produção combinada de calor e de energia eléctrica, que acaba por se traduzir na razão fundamental para o estabelecimento dos incentivos de natureza económica transmitidos pelas políticas públicas.
Embora elaborado há já alguns anos (2001), o estudo do mercado potencial para aplicação das tecnologias de micro-cogeração em Portugal inferiu que a não familiaridade da generalidade dos agentes com a micro-cogeração de electricidade e o temor de enveredar pela auto-produção devido ao receio de terem de arcar com novas responsabilidades num domínio muito sensível como é o de garantir a sua própria produção de electricidade são factores bastante críticos no que respeita à disposição de se estabelecerem como cogeradores. É sem dúvida importante promover e de certa forma influenciar a opinião dos potenciais agentes através de campanhas de informação em que sejam demonstradas as virtudes da cogeração. Condomínios residenciais, hotelaria, edifícios hospitalares, edifícios da administração pública, escritórios e hipermercados são os sectores que mais podem beneficiar com a produção descentralizada de electricidade (e, consequentemente, calor) e que conscientes dos benefícios que daí advêm poderiam ter um papel importante na tomada de decisões pressionando a actuação do poder legislativo neste assunto.

Anônimo disse...

É, de facto, lamentável que esta medida esteja a demorar tanto tempo a ser enquadrada no decreto-lei e na portaria associados à transposição da directiva europeia. Mas como sempre Portugal tem de vir por arrasto e à força de ameaças de queixas no Tribunal de Justiça para se fazer algo construtivo.
Concordo com a maioria dos comentários dos meus colegas, considerando também que existe um grande défice de informação ao consumidor sobre a cogeração e a trigeração.
No fundo acho que Portugal deve continuar a apostar em medidas que nos permitam reduzir a nossa dependência ao uso de combustíveis fosseis, sendo a cogeração uma grande oportunidade de aposta nesse sentido.

Rafaela Lourenço

Anônimo disse...

Penso que é uma pena Portugal ainda estar na cauda da Europa no que diz respeito à cogeração, e o facto de termos que ser obrigados a tomar as medidas para cumprir as metas traçadas é vergonhoso. Mas nem tudo são más noticias,e saber que o potencial de cogeração pode duplicar até 2015 é animador. A cogeração devia ser incentivada e penso que aliada às energias ditas renováveis é uma excelente medida de eficiência energética.
Como já havia dito,em minha opinião, deveria haver uma directiva que obrigasse pelo menos os grandes edifícios a ter cogeração instalada. No entanto, concordo com o Carlos que a trigeração seria uma melhor opção para Portugal pois para além de precisarmos de aquecimento no Inverno, há também necessidades de arrefecimento uma vez que temos altas temperaturas no Verão.

Rúben Teixeira

Anônimo disse...

Quanto a este artigo, venho reforçar a opinião do Carlos quanto à trigeração.Já que estamos atrasados em relação a alguns países da Europa nesta matéria, e sendo nós um país mais quente que frio, seria mais interessante aplicar sistemas de trigeração. Desta forma poderíamos dar um salto bastante grande nesta matéria e aproximar-mo-nos do pelotão da frente.
Ricardo HErniques

Anônimo disse...

Depois de ler o artigo e os comentários dos meus colegas, sublinho que a cogeração parece ser uma medida de grande relevância em eficiência energética, que permite um desperdício menor de energia e consequente aumento do aproveitamento da energia produzida. Posto isto, se por um lado é bom saber que o potencial da cogeração em Portugal pode duplicar até 2015, por outro, é mesmo de lamentar o grande atraso no desenvolvimento da cogeração em Portugal.
Penso que investir e explorar este potencial deve ser uma medida prioritária e, sem mais atrasos, pois é de grande importância para a sustentabilidade do país e geral. Para que isto aconteça, penso que se deve apostar, paralelamente, em iniciativas de informação/divulgação sobre a relevância da cogeração, para uma maior eficiência energética, tais como o evento mencionado no artigo, pois também me parece ser um tema pouco conhecido.

Rui Reis

Anônimo disse...

Estou plenamente de acordo com todos os meus colegas também, penso que a aposta na cogeração é uma grande medida para promover ainda mais a eficiência energética, visto que assim reduziremos os desperdicios de energia ao aproveitarmos as perdas. Contudo penso que também deveriamos apostar na cogeração não só á escala industrial mas também para o pequeno consumidor, bem como a aposta na trigeração, visto que o nosso clima tem mais meses quentes que frios, o que traria maiores beneficios na nossa poupança energética.

Joao Santos
34599

Anônimo disse...

Penso que a aposta na cogeração é uma medida bastante importante para o nosso desenvolvimento a nível energético, no entanto ainda há muito em que apostar, e deveria haver também uma directiva que promovesse pelo menos para os grandes edíficios a obrigação de instalar cogeração, pois iria suprir as carencias térmicas bem como os desperdícios de energia. A trigeração seria também uma grande aposta neste contexto, visto que o nosso clima é mais quente que frio.

Andre Reis
34585

Rogério Pinheiro disse...

Vivemos sem duvida tempos de paradigmas, principalmente no que diz respeito a problemática da eficiência energética... se pensarmos que a cogeração é uma tecnologia que permite uma maior racionalização do consumo de combustíveis necessários para produzir energia útil e se pensarmos que de outra forma a energia térmica utilizada na cogeração seria desperdiçada é fácil perceber que duplicar o seu potencial até 2015 deve ser uma prioridade nacional, principalmente tendo em conta as metas assumidas pelo protocolo de Quioto no que se refere a redução de gases com efeito de estufa. Contudo Portugal anda “as voltas” com atrasos na transposição da directiva comunitária para a lei Portuguesa... um pouco de “mais do mesmo”, talvez se deste tipo de medidas resultasse uma maior visibilidade politica tal já tivesse sido feito, algo que foi referido por colegas em comentários anteriores..

Contudo talvez o facto de a totalidade da energia liquida produzida poder ser vendida a rede seja um bom incentivo para dinamizar os investimentos nestes sistemas.

Penso que nunca é demais relembrar que um central termo-eléctrica de ciclo combinado apresenta um rendimento a rondar os 40~50% a instalação da cogeração aumenta esse rendimento para valores próximos dos 70%... se queremos falar em redução de emissões de gases com efeito de estufa e de redução da dependência externa de energia primaria, então temos que investir fortemente em sistemas de cogeração.

Rogério Pinheiro
nr: 32626

Ricardo Pratas disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ricardo Pratas disse...

Considero muito positivo o investimento em energias como a cogeração, não só como um processo intermedio enquanto não deixamos de utilizar combustiveis fosseis mas também no sentido da descentralização a produção de energia, que na minha opinião tem muitos aspectos positivos.
Devemos aproveitar toda a energia possivel,uma vez que o seu aproveitamento implica de facto gastar menos combustivel seja ele qual for, logo poluir menos e em ultima analise poupar dinheiro.

catrolina disse...

A cogeração/trigeração será de facto um dos factores fundamentais na meta estabelecida para a eficiência energética em Portugal ate 2020. Especialmente se a ela for associada a climatização de edifícios de serviços nas grandes urbanizações. Adicionando a este facto todas as vantagens acima referidas não há como evitá-lo.
Mas há como apressa-lo. Como já foi referido anteriormente, é lamentável Portugal ainda não ter tomado as medidas necessárias para o pleno cumprimento da lei comunitária sobre cogeração.

Carolina Fraga, 34589

Anônimo disse...

A cogeração é uma das áreas do futuro já que apresenta menos desperdícios energéticos do que a simples geração eléctrica, sendo que esta deveria ser obrigatória para centrais eléctricas que funcionam com o recurso a combustíveis fosseis, contudo grande parte desta tecnologia baseia-se actualmente na queima de gás natural o que nos faz continuar dependentes de combustíveis fosseis e de grupos de pressão vejamos o exemplo da GASPROM e outra que resulta da queima de biomassa e resíduos o que leva também a uma poluição atmosférica. Sendo que para o caso da biomassa e recolha de resíduos ainda teremos que quantificar a energia gasta na recolha e transporte para o local de queima. Outro aspecto e transportar a energia produzida por cogeração do local produtor para o local de consumo, por exemplo, a DALKIA ganhou o concurso para concessionamento de uma central de queima de resíduos com produção por cogeração contudo deparou-se com um problema, a quem vender pois não tinha comprador para a térmica. Assim este tipo de tecnologia é bastante usado mas para o sector industrial e não para o residencial sendo que este é um grande sector de consumo de energia. Para se começar a usar esta tecnologia em larga escala no sector residencial teríamos que a adaptar ao sector, ou seja, como o local de produção tem de estar muito perto do consumidor final temos que a produzir com o menor impacto sobre a população, outro aspecto seria que estas centrais de cogeração teriam que ser enterradas já que nas zonas densamente povoadas o preço por metro quadrado e demasiado caro, outro aspecto prende-se com a instalação destes sistemas no parque edificado, ou seja, como não seria feito de raiz teríamos de fazer obras e esburacar os prédios para instalar condutas e canos para transporte. Sendo assim a tecnologia geotérmica onde fosse possível e a tecnologia EGS (sistema de estimulação geotérmica) seriam ideais contudo estas apresentam graves falhas pois a geotérmica não está disponível em todas as partes e a tecnologia ainda está muito no inicio da sua investigação e utilização, embora tenham sido feitos vários testes esta e uma tecnologia que altera a estrutura do solo podendo haver cedências do solo e perigo de ruína das estruturas, outro problema prende-se com a tecnologia que ainda é muito cara entre outros problemas. Por isto tudo penso que esta e uma tecnologia ideal para a industria e que para as zonas residenciais apenas servira a tecnologia de cogeração com recurso a gás natural para grandes zonas residenciais o que acaba por ser mais eficiente mas no qual continuamos a ser dependentes de produtores em países externos e continuaremos a pagar os problemas ambientais e para pequenas zonas residenciais a cogeração com recurso a painéis que produzam energia térmica e eléctrica dedicada a um prédio ou uma casa, ou seja que produzam energia térmica descentralizada.

Rodrigo Matos nº33451

Anônimo disse...

The use of cogeneration has to develop steadily - not only out of energy efficient reasons. As the electrical degree of efficiency is only ca. 30% it is obvious that the main part of primary energy (oil, gas, biomass, residual wastes) is going to be lost! These losses are causing higher specific variable costs (€ for fuel/MWh endenergy). If theses "losses" can be used and sold in terms of heat/cold to customers, the profitability is increasing at the same time as energy efficiency is increasing. The trend shows two different ways:
Cogeneration for industries where the byproduct heat can be used within the manufacturing processes (e.g process-steam)or decentralized power plants close to the consumers. The decentralized power plant enables to keep the losses for district heating within the distribution grid low, as the lenght of pipes can be minimized. On the other hand it enables to use regional resources, such as biomass (especially in central- and northern Europe). In the case of Portugal the use of biomass is quite restricted. The use of these resources has to be obviously sustainable and monocultures shouldn´t be allowed to plant. What has to guarenteed is the use of heat or cold within the whole year to maximize the efficiency.
To sumarize: Dezentralized cogeneration enables the use of regional resources in an efficient way and leads to economical benefits within the region (new workplaces are created and farmers are turning to energy producers).

Lukas

Carla C. disse...

Só hoje consegui dedicar alguma atenção ao artigo da semana (passada), bem como aos comentários já deixados pelos colegas. Concordo com todas elas. Foram expressas opiniões muito interessantes, como por exemplo, o facto de esta área poder ter algum interesse para a inovação pelo seu potencial e flexibilidade na utilização de fontes de energia (convencionais ou alternativas) e também nas aplicações dos subprodutos desta tecnologia (aquecimento/arrefecimento urbano, indústrias). Mas, sem ir tão longe, penso que o mais importante de tudo nesta notícia, como já foi dito, são a boa e a má notícia dentro da notícia - podemos duplicar, embora estejamos já em grandes atrasos. O típico...

Na minha opinião, este é um dos assuntos de maior relevância para a eficiência energética e, no entanto, como podemos ver, não só não é apoiado convinientemente, como parece ser deixado para trás pela legislação. É verdade que somos um país pequeno e as apostas não podem ser feitas todas ao mesmo tempo, mas ainda assim as preocupações parecem estar mais viradas para outros lados do que para as áreas fundamentais. Embora não seja provável que os colegas que já comentaram voltem a esta página, deixo uma ligeira provocação : não acham que deviam ser pedidas contas publicamente (por exemplo, pelos profissionais da área) em relação ao que assistimos de braços cruzados, tendo a consciência do prejuízo que os atrasos do presente representam no futuro brevíssimo? Este tipo de medidas não deviam continuar a ser preteridas e, no mínimo, todo o público em geral deveria ter a oportunidade de contar com um esclarecimento sobre o que poderia estar a ser feito por aqueles que escolhemos para nos (des)governar - qual é a diferença, por exemplo, em números (poupança) entre a substituição de lâmpadas, recliclagem, escolha criteriosa de etiquetas e as medidas de base, como esta? (Patética? Revoltante?)

Como aprendiz da área de energia fico bastante motivada por tomar contacto com as tecnologias que nos podem auxiliar a atingir um objectivo importante para todos e para o planeta, como é o caso da cogeração/trigeração, mas fico muito preocupada e, desde já, desmotivada por saber que pode ser tão complicado aplicar convenientemente os esforços nos campos políticos e económicos.

Anônimo disse...

“O potêncial técnico da cogeração pode duplicar até 2015”. Assim exista essa aposta governamental. O Governo português, de modo a cumprir os objectivos europeus de redução em emissões de CO2, criou medidas que promoveram as energias renováveis e a eficiência energética. O aparecimento da cogeração no país surge como resultado dessas políticas promotoras. Em 2003 a produção de electricidade vinda da cogeração representou aproximadamente 12,2% da produção eléctrica nacional.

Mas o atraso no desenvolvimento da cogeração em Portugal, não se deve só à falha na transposição da Directiva europeia para a a legislação portuguesa.

Existem outros factores importantes que impedem a aplicabilidade das medidas da Directiva.

1.O IVA para a cogeração não é o mesmo que para o gás, electricidade, água, todos a 5%, enquanto sistemas de trigeração, como o instalado na rede urbana de frio e calor do Parque das Nações em Lisboa, são taxados a 20%.

2.Os procedimentos administrativos para a permissão da cogeração ou microgeração são morosos, confusos e relacionam várias entifdades diferentes.

3.Existem limitações no acesso à rede, permitindo apenas a ligação de baixa tensão. Devia ser aberta à produção de média tensão.

4.Um outro ponto que, segundo o presidente da Cogen vai ser alterado, diz respeito à não limitação na venda do que estava considerado, ou seja, venda no máximo de 50% da energia eléctrica produzida.

A trigeração permite maior flexibilidade operacional em relação às necessidades de energia (calor e frio), e é uma opção a apostar em Portugal, por exemplo, de acordo com a distribuição climática do país: Invernos rigorosos no Norte e interior que requerem aquecimento, temperaturas elevadas no Verão com a necessidade de arrefecimento, e durante todo o ano com a utilização de água quente sanitária.

Sabemos que a economia portuguesa é composta maioritariamente pelo sector de serviços. O crescimento das cidades, como aglomerado deste sector e do residencial, aumenta as necessidades de electricidade e de climatização para conforto térmico. A trigeração é uma aposta, porque há um mercado potencial para abastecer e desenvolver, acompanhando as tendências do mundo moderno, no que diz respeito à maximização a eficiência energética e à diminuição do impacto ambiental e redução de emissões de CO2.

Cátia Silva Albino

Vera Saraiva disse...

Portugal é completamente dependente da importação de combustiveis fosséis, uma vez que apenas é responsável pela produção de 15% da energia que consome. Por razões obvias é urgente criar alternativas de produção de energia, como é o caso da cogeração, mas também é necessário ter a noção da necessidade de criação de condições favoraveis para a sua utilização.
Apesar da demora da transposição para a legislação portuguesa da Directiva europeia, existem várias questões de ordem burocrática e logistica a assegurar para que esta seja uma forma de produção de energia vantajosa e mais inportante que o seja de forma igual para todas as pessoas.
Segundo o presidente da Cogen Portugal "o potencial técnico da cogeração pode duplicar até 2015". Esta é sem dúvida uma noticia que nos deve deixar expectantes e com uma visão de futuro próximo bem mais favorável, apesar de pessoalmente achar preocupante o facto de se negligenciar a preparação e enquadramento adequado nas nossas politicas energéticas. A única questão referida foi a transposição da directiva para o sistema legal português. Será esse o nosso único problema? Pessoalmente acho que o pior vem depois...

Vera Saraiva